Sou Liza Rizzini, psicóloga clínica, e realizo psicoterapia individual para adolescentes e adultos. Atendo presencialmente em Copacabana, no Rio de Janeiro, e também online, acompanhando pessoas em diferentes momentos, contextos e fases da vida.
Tenho um interesse genuíno pela singularidade de cada pessoa. Por isso, procuro compreender o sofrimento dentro de seu contexto, sem reduzir alguém a um diagnóstico, sintoma ou dificuldade específica.
Psicologia, ciência e interesse pela singularidade de cada história.
Minha trajetória até a Psicologia
A Psicologia esteve presente na minha trajetória em dois momentos diferentes da vida.
Minha formação também inclui Letras, e minha experiência profissional anterior como professora faz parte do caminho que percorri antes de retornar à Psicologia e construir minha atuação clínica.
Nesse percurso, minha própria experiência com a psicoterapia teve um papel importante. Por meio dela, pude revisitar escolhas, compreender aspectos do meu sofrimento e redirecionar minha trajetória profissional.
Com o tempo, retornei à Psicologia com uma compreensão mais clara sobre o trabalho que desejava desenvolver.
Essa trajetória também influencia a forma como compreendo processos de mudança. Afinal, escolhas podem ser revistas, caminhos podem ganhar novos significados e aquilo que uma pessoa valoriza pode se tornar uma referência importante para as decisões que constrói ao longo da vida.
Como compreendo a psicoterapia
Entendo a psicoterapia como um espaço em que conhecimento técnico e uma relação genuinamente humana precisam caminhar juntos.
Por isso, busco oferecer uma escuta acolhedora, sem julgamento, ao mesmo tempo em que conduzo o processo com responsabilidade técnica e uma prática baseada em evidências científicas.
Também considero importante que a terapia respeite a individualidade. Cada pessoa possui uma história, relações, valores, necessidades e formas próprias de compreender aquilo que vive.
Nesse sentido, não trabalho a partir de fórmulas universais. Procuro compreender quem está diante de mim e o momento que essa pessoa está atravessando para, então, construir um processo coerente com suas necessidades.
Uma prática baseada em TCC, ACT e DBT
A Terapia Cognitivo-Comportamental constitui a base da minha prática clínica. A partir dela, podemos compreender as relações entre pensamentos, emoções e comportamentos e identificar padrões associados ao sofrimento emocional.
Ao mesmo tempo, integro principalmente recursos da Terapia de Aceitação e Compromisso. A ACT contribui para o desenvolvimento da flexibilidade psicológica, a clarificação de valores e a construção de ações mais alinhadas àquilo que cada pessoa considera significativo.
A Terapia Comportamental Dialética, por sua vez, amplia meu repertório para questões relacionadas à regulação emocional, emoções intensas, impulsividade e desenvolvimento de habilidades para os relacionamentos.
Na prática, essas abordagens não funcionam como três caminhos isolados. Eu as integro de acordo com as necessidades, o contexto, a história e os objetivos de cada paciente.
Flexibilidade psicológica, valores e autonomia
Um dos conceitos que orientam meu trabalho é a flexibilidade psicológica.
Pensamentos e emoções difíceis fazem parte da experiência humana. Por isso, não compreendo saúde emocional como a necessidade de estar bem o tempo inteiro ou eliminar qualquer desconforto.
Na psicoterapia, podemos trabalhar para desenvolver uma relação mais consciente com essas experiências. Dessa forma, medo, ansiedade, culpa, autocrítica ou insegurança não precisam determinar automaticamente todas as escolhas.
Ao mesmo tempo, considero importante compreender aquilo que cada pessoa valoriza.
Reconhecer o que realmente importa pode oferecer direção para decisões relacionadas aos vínculos, à vida profissional, à família, ao autocuidado e a outros aspectos da vida. A partir disso, o processo terapêutico pode ajudar a transformar reflexão em escolhas e comportamentos mais coerentes com esses valores.
Um olhar atento às experiências das mulheres
Minha atuação possui atenção especial às questões que atravessam diferentes fases da vida da mulher.
Relacionamentos, conjugalidade, maternidade, parentalidade, carreira, autocuidado e mudanças de vida podem se relacionar a diferentes conflitos emocionais. Ao mesmo tempo, muitas mulheres convivem com expectativas sobre como deveriam desempenhar seus diferentes papéis.
Essas pressões podem aparecer de maneiras distintas em cada fase da vida. Por isso, não compreendo as mulheres como um grupo homogêneo.
Uma jovem adulta construindo sua trajetória profissional e afetiva pode enfrentar questões diferentes daquelas vividas por uma mulher que concilia carreira, relacionamento e parentalidade. Da mesma forma, novas questões podem surgir com mudanças familiares, envelhecimento, transformações nos relacionamentos e redefinição de prioridades.
Em todos esses contextos, busco respeitar as escolhas e as diferentes formas de viver. Assim, a psicoterapia pode abrir espaço para compreender expectativas externas, reconhecer necessidades e construir decisões com maior autonomia.
Psicoterapia para adolescentes e adultos
Também realizo acompanhamento de adolescentes em diferentes processos de amadurecimento emocional e construção de autonomia.
Questões relacionadas à identidade, autoestima, ansiedade, autocrítica, insegurança, relações familiares, pertencimento, amizades, primeiros relacionamentos e incertezas sobre o futuro podem aparecer nessa fase.
Nesse contexto, procuro compreender o adolescente a partir de sua história e do ambiente em que suas experiências acontecem.
Entre os adultos, acompanho diferentes demandas emocionais, comportamentais e relacionais. Além das mulheres, meu atendimento também contempla homens com perfil reflexivo e abertura para o autoconhecimento e o cuidado emocional.
As questões que podem chegar à terapia
Cada pessoa possui uma razão particular para procurar acompanhamento psicológico.
Na minha prática, atendo questões relacionadas à ansiedade, depressão, baixa autoestima, autocrítica excessiva, desregulação emocional, impulsividade e conflitos nos relacionamentos.
Também trabalho com demandas relacionadas à conjugalidade, parentalidade, dificuldades na tomada de decisões, sensação de vazio, falta de propósito e busca por autoconhecimento.
Por vezes, porém, a pessoa chega sem conseguir definir exatamente o que deseja trabalhar. Ela pode perceber apenas que determinados padrões se repetem ou que existe uma distância entre a maneira como está vivendo e aquilo que considera importante.
Nesses casos, o próprio processo terapêutico pode ajudar a construir maior clareza sobre essas experiências.
Acolher sem criar dependência
Para mim, acolhimento e autonomia precisam fazer parte do mesmo processo.
Quero que a psicoterapia seja um espaço seguro para falar sobre pensamentos, emoções, conflitos e vulnerabilidades sem julgamento. Porém, meu objetivo também é ajudar cada paciente a desenvolver recursos próprios para compreender suas experiências e tomar decisões.
Por isso, não parto da ideia de que a terapeuta possui respostas prontas sobre como outra pessoa deve viver.
Durante o acompanhamento, construímos compreensão sobre padrões, desenvolvemos habilidades e exploramos possibilidades. Gradualmente, esse processo pode ampliar a capacidade de fazer escolhas com maior consciência.
Psicoterapia para além dos momentos de crise
Também acredito que a psicoterapia pode ter espaço na vida de quem não está atravessando uma crise específica.
O desejo de compreender determinados padrões, amadurecer emocionalmente, rever escolhas ou reconhecer os próprios valores também pode levar alguém à terapia.
Nesse sentido, autoconhecimento e ação caminham juntos na forma como conduzo meu trabalho.
Compreender por que um padrão se repete pode ser importante. A partir dessa compreensão, porém, também podemos explorar o que fazer com aquilo que foi percebido e quais caminhos fazem sentido para aquela pessoa.
Uma vida mais coerente com aquilo que importa
Meu propósito como psicóloga é contribuir para o desenvolvimento da flexibilidade psicológica e ajudar cada pessoa a construir uma vida mais significativa e alinhada aos próprios valores.
Para isso, integro ciência, estrutura terapêutica e uma escuta atenta à singularidade de cada história.
Não espero que a psicoterapia produza uma vida sem desconfortos, dúvidas ou conflitos. Busco ajudar cada paciente a desenvolver recursos para atravessar essas experiências sem perder de vista quem é, aquilo que valoriza e a direção que deseja construir para sua vida.
Por fim, acredito em uma psicoterapia que acolhe sem infantilizar, orienta sem impor e favorece autonomia. É a partir dessa perspectiva que construo meu trabalho e cada processo terapêutico.