Ser mulher pode significar ocupar muitos lugares ao mesmo tempo. Profissional, companheira, filha, mãe ou não mãe, cuidadora, amiga — enquanto tenta preservar algum espaço para os próprios desejos, necessidades e escolhas.

Nem sempre o sofrimento aparece como uma crise evidente. Às vezes, ele está no cansaço constante, na sensação de nunca fazer o suficiente, na dificuldade de estabelecer limites, na culpa por priorizar a si mesma ou na percepção de que você construiu uma vida que funciona por fora, mas já não parece fazer tanto sentido por dentro.

A psicoterapia pode ser um espaço para olhar para essas questões com mais clareza, compreender os padrões que se repetem e construir uma vida mais coerente com aquilo que realmente importa para você.

Psicoterapia para mulheres em diferentes fases da vida: Um espaço para compreender quem você é para além de tudo o que esperam de você

Não existe uma única experiência de ser mulher. As questões que surgem aos 20 anos podem ser muito diferentes daquelas vividas aos 35, 45, 50 ou 60.

Na juventude, podem aparecer dúvidas sobre identidade, carreira, relacionamentos, sexualidade, independência e as primeiras grandes escolhas da vida adulta.

Em outras fases, podem ganhar espaço questões relacionadas à conjugalidade, maternidade, decisão de ter ou não filhos, carreira, sobrecarga, separações, mudanças familiares, envelhecimento dos pais, menopausa, transformações do corpo e redefinição de prioridades.

A psicoterapia não parte de um modelo de como uma mulher deveria viver. O trabalho é compreender a sua história, o seu contexto e aquilo que você deseja construir para si.

Quando tentar dar conta de tudo começa a cobrar um preço

Muitas mulheres aprendem a funcionar sob expectativas difíceis de conciliar: ser competente profissionalmente, manter relações saudáveis, cuidar da família, estar emocionalmente disponível, cuidar do corpo, preservar a vida social e ainda demonstrar equilíbrio durante todo o processo.

Essa exigência pode aparecer como ansiedade, autocrítica excessiva, culpa, irritabilidade, exaustão, baixa autoestima ou uma sensação persistente de inadequação.

Na terapia, podemos observar quais dessas exigências realmente correspondem aos seus valores e quais foram incorporadas ao longo da vida sem que você tivesse a oportunidade de questioná-las.

Relacionamentos, conjugalidade e escolhas afetivas

Relacionamentos ocupam uma parte importante da vida, mas também podem se tornar fonte de sofrimento, dúvidas e conflitos.

Dificuldade para estabelecer limites, medo de decepcionar, dependência da aprovação do outro, conflitos recorrentes, separações, mudanças na dinâmica do casal e dúvidas sobre permanecer ou sair de uma relação são algumas das questões que podem ser trabalhadas na psicoterapia.

O objetivo não é dizer qual decisão você deve tomar, mas ajudá-la a compreender melhor o que sente, identificar padrões e fazer escolhas com maior consciência e autonomia.

Maternidade — e também a escolha de não ser mãe

A maternidade pode envolver afeto e realização, mas também sobrecarga, culpa, medo, perda de espaço individual e expectativas difíceis de sustentar.

Ao mesmo tempo, mulheres que não desejam ter filhos ou que ainda não sabem se desejam podem enfrentar cobranças familiares e sociais sobre uma decisão profundamente pessoal.

A psicoterapia oferece espaço para pensar sobre maternidade e não maternidade sem partir da ideia de que existe uma escolha correta. O que importa é compreender seus valores, desejos e circunstâncias para construir decisões que façam sentido para a sua própria vida.

Mulheres dos 45 aos 60 anos: quando a vida começa a pedir novas respostas

A meia-idade pode trazer mudanças importantes. Os filhos podem se tornar mais independentes, relacionamentos podem assumir novas configurações, a carreira pode deixar de oferecer o mesmo sentido e o corpo começa a atravessar transformações relacionadas ao envelhecimento e à menopausa.

Também pode surgir uma pergunta que permaneceu adiada durante muitos anos: o que eu quero para mim agora?

Essa fase não precisa ser compreendida apenas pelas perdas ou mudanças que acontecem. Ela também pode abrir espaço para rever prioridades, abandonar papéis que deixaram de fazer sentido e construir uma relação mais consciente com o próprio tempo, corpo, desejos e escolhas.

Ansiedade, autoestima e autocrítica

Nem sempre o problema está apenas no pensamento negativo. Muitas vezes, o sofrimento também está na forma como você reage ao que pensa e sente.

Tentar controlar todas as emoções, evitar desconfortos, comparar-se constantemente ou exigir de si mesma um desempenho impossível pode tornar a vida progressivamente mais restrita.

Na psicoterapia, trabalhamos para desenvolver uma relação mais flexível com pensamentos e emoções, reduzindo o espaço ocupado pela autocrítica e ampliando a capacidade de agir de acordo com aquilo que é importante para você.

Terapia não é apenas para momentos de crise

Você não precisa esperar que algo esteja muito errado para procurar psicoterapia.

Talvez sua vida esteja funcionando, mas exista uma sensação de vazio. Talvez você tenha conquistado coisas importantes e ainda assim perceba que alguma coisa não se encaixa. Ou talvez esteja apenas tentando entender melhor quem se tornou e o que deseja para os próximos anos.

Autoconhecimento, valores, propósito e escolhas também fazem parte do processo terapêutico.

Como trabalho na psicoterapia

Minha abordagem de base é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), integrada a recursos da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e da Terapia Comportamental Dialética (DBT).

A TCC contribui para compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. A ACT amplia esse olhar ao trabalhar flexibilidade psicológica, aceitação e valores pessoais. A DBT acrescenta recursos importantes para regulação emocional, manejo de emoções intensas e relações interpessoais.

Não utilizo uma fórmula única para todas as pacientes. As abordagens e estratégias são integradas de acordo com sua história, contexto, necessidades e objetivos.

Questões que podemos trabalhar juntas

Ansiedade, depressão, baixa autoestima, autocrítica excessiva, desregulação emocional, impulsividade, conflitos nos relacionamentos, conjugalidade, parentalidade, maternidade, sobrecarga, carreira, dificuldade para tomar decisões, mudanças de vida, sensação de vazio, falta de propósito, autoconhecimento, autonomia, valores e construção de uma vida mais significativa.

Psicoterapia presencial no Rio de Janeiro e terapia online

Realizo atendimento presencial em Copacabana, na Rua Siqueira Campos, 43, Rio de Janeiro, e psicoterapia online para brasileiras em qualquer lugar do mundo.

As sessões são individuais e o acompanhamento é construído de acordo com as necessidades de cada paciente.

Talvez a questão não seja fazer mais, mas entender o que realmente importa

A psicoterapia pode ajudar você a diferenciar aquilo que escolheu daquilo que apenas aprendeu que deveria escolher.

Mais do que eliminar emoções desconfortáveis, o processo pode ampliar sua capacidade de compreendê-las, relacionar-se de maneira diferente com elas e fazer escolhas mais alinhadas aos seus valores.

Se você sente que chegou o momento de olhar com mais atenção para si mesma, entre em contato para tirar suas dúvidas e agendar sua primeira sessão.